Revista PROGRAMAR nº 48 — Março 2015

Quase na Primavera, aqui temos mais um edição da Revista PROGRAMAR!  Nesta edição trazemos até si, como artigo de capa, o artigo Criar um Cluster de Processamento Paralelo MPI com Raspberries, de António Santos.  Nesta 48ª edição pode ainda encontrar os seguintes artigos:

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Continuaremos também a premiar os autores dos três melhores artigos, dado o sucesso nas edições anteriores. E os leitores devem dar a sua opinião para que possamos premiar correctamente. Para isso vote em http://bit.do/ProgramarED48_V.

“Guest@system”

Em Janeiro passado, com muita tristeza tomei conhecimento em segundos, do que acabava de acontecer em Paris. Um atentado à liberdade de expressão de todos nós e pensei: “Felizmente a internet não tem censura! Posso ler a noticia!” Com a mesma tristeza com que a li, pensei para mim: “Que sociedade é esta, onde vivemos?” e este pensamento assaltou-me nas horas seguintes, no dia de trabalho, nas linhas de código que escrevi.

Pensei nas vezes em que nós programadores criamos software, tecnologia, algo do nada e nem sequer nos apercebemos que aquilo que criamos pode ser usado para fins completamente dispares dos que nós idealizamos! É estranho! Parece que de certa forma enquanto nós “indivíduo” somos um utilizador “guest”, no sistema que é a sociedade em que vivemos!

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Criar um Cluster de Processamento Paralelo MPI com Raspberrys

Introdução

O Raspberry foi um sucesso desde o seu lançamento e continua a fascinar programadores, makers, hackers, estudantes e até cientistas, pela sua performance e baixo custo.

São sistemas SoC (System on a Chip), de baixo custo, baseados em arquitectura ARM, com muito potencial por explorar e pelo seu baixo consumo energético tornam-se equipamentos de eleição para pequenos e grandes projectos.

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Como fazer merge de diferentes versões de código gerado pelo Windows AppStudio

Este artigo tem como objetivo mostrar uma solução para fazer merge de diferentes versões de código gerado pelo Windows App Studio, usando uma ferramenta gratuita chamada Source Tree.

Introdução

Windows App Studio é um serviço que permite qualquer pessoa, sem conhecimentos de programação, criar aplicações Windows Phone 8.1 e Windows Store apps em apenas 4 passos: ter uma ideia, adicionar conteúdo, escolher os estilos e por fim usar a aplicação. Este serviço fornece vários templates para ajudar a criar vários tipos de aplicações e com isto a criação das aplicações irá ser mais rápido.

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Cortana: A assistente pessoal digital da Microsoft chega ao PC e Tablets.

Introdução

A Microsoft no passado mês de Janeiro fez um dos anúncios talvez mais aguardados pelos utilizadores Windows: A integração nativa da assistente digital da Microsoft – A Cortana – no Windows 10.

A Cortana, uma das principais novidades em 2014 no Windows Phone, estará presente no desktop de todos os PCs e Tablets que tenham o Windows 10 instalado, ajudando os utilizadores nas mais inúmeras tarefas do dia-a-dia e sempre baseado nas suas escolhas. A introdução da Cortana no Windows 10 vem demonstrar claramente a intenção da Microsoft em unificar a experiência de utilização entre os vários devices.

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Produzir ficheiros no formato ODF em .NET

Introdução

Um dos desafios com que os programadores se deparam com alguma frequência é a criação de documentos de forma automática, de modo a optimizar e a reduzir o trabalho manual em aplicações de produtividade.

Quando o programador tem à sua disposição aplicações Microsoft Office, o seu trabalho está mais facilitado, especialmente se conjugado com tecnologia .NET. Mas, se quiser produzir documentos num formato aberto, como o ODF (Open Document Format), a documentação existente é muito escassa e as bibliotecas disponíveis são quase nulas e muito fracas.

Foi a necessidade de produzir documentos de texto ODF (ODT) em grande número, a partir de informação em bases de dados, que me levou a conhecer melhor este formato de ficheiros. A partir do conhecimento do formato ODF, foi possível desenvolver um mecanismo simples para o preenchimento de modelos de documentos de texto.

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Ordenação Genérica em C

Introdução

Em um artigo anterior, tratei do problema da construção de estruturas de dados genéricas, isto é, estruturas capazes de manipular diferentes tipos de dados, informados no momento da criação destas estruturas. No final deste artigo, levantei a seguinte questão:

Como podemos criar uma função comparar os itens de uma estrutura de dados genérica, uma vez que ela não conhece o seu tipo, a priori. Mesmo sabendo qual é o tipo de dado, em alguns casos, não seria possível compará-los; por exemplo, quando o tipo de dado é uma estrutura complexa, criada pelo próprio desenvolvedor, como uma struct para armazenar os dados de um aluno, entre outros.

Para resolver este problema, utilizando a linguagem C, precisamos lançar mão de um recurso conhecido como funções callback. Esse tipo de função tira proveito do fato de que a linguagem C trabalha com ponteiros para funções, isto é, podemos passar para uma função, um ponteiro que aponta para o bloco da memória onde está localizada outra função do sistema (ou até mesmo a própria função que está recebendo o parâmetro). Isto permite que uma determinada função chame outras funções, mesmo sem ter conhecimentos de quais funções são estas.

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Compiladores – Da Teoria à Prática

Compiladores — Da Teoria à Prática é, facilmente, uma referência para o que um livro técnico de qualidade deveria ser. 

Em primeiro lugar, está presente uma forte segmentação dos temas, evidente por o extenso índice disponível, que nos permite localizar com exactidão um assunto particular de um outro mais abrangente. Isto é muito importante e serve na perfeição os propósitos do público alvo desta obra. 

De acordo com o resumo dos autores, o livro destina-se a (…)  estudantes de nível universitário e profissional, produtores de software, programadores e utilizadores em geral  (…), se bem que possa ser necessária alguma cautela com o termo “geral” pois o conteúdo, e até mesmo os textos introdutórios já pressupõem algumas noções que vão para além do domínio da curiosidade, com boa capacidade de afugentar os menos persistentes. Mas isto não é algo mau. Pelo contrário. 

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Gestão de Projetos de Software

O livro Gestão de Projectos de Software (5.ª Edição Atualizada) tem como base as boas práticas recomendadas no PMBOK® Guide Fifth Edition (2012), no CMMI® e nas normas ISO 21500 e ISO 100016. O livro descreve o processo de gestão de projectos de software desde o momento inicial de planeamento estratégico até à entrega e operação do sistema. 

Está dividido em 6 capítulos: começa por fazer um enquadramento da gestão de projectos, normalização e modelo, referindo as diferentes fases do desenvolvimento. De seguida aborda a selecção e avaliação (financeira e técnica) e depois a organização e planeamento. Aqui, na organização e planeamento, é detalhada a definição dos requisitos e do âmbito do projecto, as estimativa de prazos, recursos e custos, a construção do cronograma, a gestão do risco, a gestão de qualidade, a gestão das comunicações e das partes interessadas e, finalmente, a gestão da configuração. O quarto capítulo aborda a monitorização, controlo e encerramento do projecto, não esquecendo a gestão de alterações.

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