/* A todos os bravos que chegaram tão longe! */

Poderia começar o editorial por escrever o resto do comentário em código, mas seria quase um “abuso” ao qual não me vou dar!

Como um dia disse, um incontornável personagem da história da tecnologia, não se conectam os pontos olhando para a frente, mas sim para traz. A tecnologia é isso mesmo, um movimento “perpétuo”, em frente, sem parar, sem esperar, sem pausas, a uma velocidade cada vez mais estonteante. Cheio de surpresas e segredos, cheio de revezes e avanços, cheio de tudo um pouco! Mas acima de tudo, cheio! Cheio porque tem um pouco de todos os que nele trabalham, participam, se envolvem! Sem distinção de géneros, classes ou outras que possam existir!

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Docker: Overview

Sou muito apologista da metodologia “set it and forget it”, configurar as coisas uma vez e reutilizar vezes sem conta a mesma configuração, infraestrutura. Abstrairmos de tal forma, que o foi configurado sirva para o uso geral da nossa aplicação ou projeto. Isto é muito giro, mas pouco realista se tivermos em mente a montanha de projetos e aplicações que estão montadas por Portugal (e não só) a fora.

Tipicamente, a forma como eu fazia, seria criar uma máquina virtual (principalmente em virtualbox) montava a infraestrutura da forma que queria e depois trabalhava sobre ela e partilhava a imagem com quem quisesse. Apesar de funcionar a solução não era em nada elegante, tinha uma imagem com cerca de 20GB, com um sistema operativo (que poderia estar ou não a usar as suas potencialidades), mais o conjunto de ferramentas e ainda tinha que me preocupar com as configurações de rede (para estar exposto para fora da máquina virtual) e ter mounting points para poder partilhar ficheiros entre o host e a máquina virtual. Quem já fez isto pelo menos uma vez sabe a chatice que dá.

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API REST com Spring Boot (parte 2)

Nesta segunda parte, vamos então adicionar ao nos- so projecto um sistema que nos permita criar logs personalizados sobre o acesso à nossa API.

Sempre que desenvolvemos uma aplicação, devemos logo de inicio tratar de providenciar um bom sistema de logs já que ele é uma parte fundamental, seja durante o desenvolvimento, seja durante a operação da aplicação. É através das mensagens de log (em ficheiro ou no ecrã) que podemos determinar o que realmente está a acontecer na nossa aplicação e mais rapidamente determinar a origem de qualquer problema.

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JavaFX: Passos Seguintes

No artigo anterior dei uma breve introdução sobre como programar com JavaFX, conceitos simples que permite começar a desenvolver aplicações gráficas. Neste artigo vou explorar outros temas interessantes do ponto de vista de desenvolvimento e de manutenção de projetos de software com interfaces gráficas de desktop.

Ao longo da minha carreira já desenvolvi e participei em projetos de software de raiz, mas grande parte dela foi a manter e a melhorar aplicações legacy, e deixem-me que diga que existem programadores muito imaginativos. Um dos temas que mais urticária me causa é o facto de o software desenvolvido não poder ser mantido com facilidade, e ao ripple effects das alterações simples que são realizadas.

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Um bot para Telegram com o jogo da velha (Jogo do Galo)

Num mundo com tantas aplicações de chat instantâneo, o Telegram destaca-se pela rica API que disponibiliza para criação de bots. Os bots são pequenos programas que podem interagir com os utilizadores e prestar serviços, como executar comandos, gerir arquivos ou imagens e até mesmo propor jogos!

Há já algum tempo que a comunidade Python explora bibliotecas como a Telebot e mais recentemente, a Telepot. Embora a diferença no nome das duas seja apenas uma letra, o desenho da Telepot parece-me mais robusto e o melhor de tudo: integra chamadas assíncronas!

O objetivo deste tutorial é mostrar como criar um bot assíncrono, usando a Telepot em Python 3.6. Ele é divido em quatro partes: por que assíncrono? obtenção da chave para rodar o bot, criação do bot, o jogo da velha em si (com minimax).

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Automação do Azure com Windows PowerShell Desired State Configuration

Hoje em dia a automação ajuda muito e é extremamente importante para alguns processos de gestão e administrativos. Um dos principais problemas da automação é não ser aceite por todos. A tecnologia não deve ser usada para substituir ninguém mas sim para ajudar.

Vou mostrar como podem fazer automação com o Windows PowerShell. O Windows PowerShell é uma linguagem scripting da Microsoft que estava reservada aos seus produtos mas isso mudou o PowerShell agora é OpenSource e o código está disponível no GitHub em https://github.com/PowerShell/PowerShell sendo assim possível utilizar em outros sistemas operativos da Apple e Linux. Se pretendem experimentar primeiro tem de instalar o Dot NET Core (https://www.microsoft.com/net/core) e depois o Windows PowerShell (https://github.com/PowerShell/PowerShell/releases/).

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O problema do casamento estável utilizando o algoritmo Gale-Shapley

Introdução

O problema do emparelhamento estável (stable marriage problem), é de forma resumida o problema de encontrar um emparelhamento estável entre dois elementos de dois conjuntos de elementos, dada a ordem de preferências de cada elemento do conjunto.

Este problema é normalmente apresentado da seguinte forma: Dados n Reis e n Damas de um conjunto de cartas, cada Rei e cada Dama estabelece uma ordem de preferência para cada um dos elementos “opostos” (reis ou damas), com quem gostaria de estabelecer um “relacionamento”, ou por outras palavras, tomar um café e trocar uns bytes de código! Os pares são estabelecidos de forma a que os pares de elementos opostos prefiram estar “juntos” no par estabelecido, do que estar com qualquer outro elemento. Quando não existirem pares que cumpram estes requisitos o conjunto de pares é considerado estável.

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O problema da falta de GPIO pins

Introdução

Numa esmagadora maioria dos circuitos usados em IoT e em automação de uma forma geral, como o caso do Arduino/Genuino, existem algumas limitações em termos de pinos analógicos, que nos podem complicar a tarefa de ligar sensores. Por exemplo, no Arduino/Genuino Uno, apenas são disponibilizados 6 pinos analógicos que vão de A0 a A5, respetivamente.

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