Portugal, um país que esquece…

Antes de nos debruçarmos sobre o problema em questão neste editorial , gostaríamos de pedir desculpa aos nossos leitores pelo atraso significativo desta edição. Tentaremos que o mesmo não comprometa a próxima edição; de outra forma, as circunstâncias pouco favoráveis em que a equipa da revista se encontra poderão forçar uma alteração na periodicidade da revista, de modo a evitar os recorrentes atrasos de lançamento.

Passemos agora ao assunto principal do editorial. A revista – desde o início que o nosso projecto tem tornado claro esse objectivo – tem um público-alvo que se alarga a todos os leitores de alguma forma relacionados com a língua portuguesa. Se por um lado, com esta admitida posição de abertura em relação à participação e divulgação fora de Portugal, seria de esperar que  a comunidade interveniente neste projecto fosse algo homogénea, podemos também considerar que seria natural que a revista, sendo os criadores e posteriores membros do staff portugueses, fosse também ela maioritariamente composta por portugueses.

É o que tem acontecido, ao longo dos já vários anos que conta este projecto: é bem visível que a maioria dos artigos foram escritos por portugueses. A tendência tem, no entanto, sentido alguma regressão nos últimos tempos, com a participação portuguesa a reduzir a olhos vistos. Mas será Portugal um país que esquece? Talvez sim, talvez não. A verdade é que, enquanto aumentamos e alargamos a revista a outras paragens, a participação lusa deveria, no mínimo, manter-se (mantendo-se também, é claro, a natural renovação de colaboradores).

Por outro lado, realçamos a enorme quantidade de feedback positivo que temos recebido do Brasil, e principalmente o espírito proactivo que se tem manifestado por parte dos leitores e redactores de além-mar. Os novos artigos, sugestões e emails de apoio vindos do Brasil que têm chegado frequentemente ao email da revista, orgulham, como líderes e voluntários deste projecto, todo o nosso staff, e lamentamos apenas que a participação portuguesa não tenha, nos últimos tempos, estado ao mesmo nível. Aos novos colaboradores brasileiros, o nosso agradecimento; aos leitores que acham que trariam algo de novo ao envolver-se na revista, a nossa esperança de que o façam. Artigos e sugestões, aceitam-se e querem-se, venham eles de qualquer dos lados do Atlântico.