Testes em Sistemas Orientados a Objetos: Modelo Tradicional vs Modelo OO

Para estabelecer as estratégias dessa apresentação é fundamental considerar há grande discussão existente sobre o uso dos paradigmas de programação estruturada (PE) também chamada programação procedimental, e a programação orientada a objetos (POO).

O termo paradigma, no contexto do desenvolvimento de software se estabelece no sentido de indicar a maneira como o desenvolvedor de software relaciona-se com o problema em estudo. Kuhn (1998, p. 60) afirma que ao se fazer uso de um paradigma, que seja, aceitável tem-se um critério para a obtenção de soluções possíveis frente a problemas existentes. Fala-se exacerbadamente sobre suas vantagens e desvantagens, chegando-se a desenvolver uma visão preconceituosa sobre o uso da POO em relação ao uso da PE e vice-versa. Pouco se fala de outros paradigmas de programação, tais como: programação concorrente, programação declarativa, programação escalar, programação funcional, programação imperativa, programação lógica, programação orientada a eventos, programação orientada a fluxos, programação orientada a regras, programação orientada a testes, programação restritiva, entre outros paradigmas existentes (SILVA, 2014; ALBUQUERQUE, 2010; HENRIQUE, 2009 e NIERADKA, 2014). O fato de existirem vários paradigmas para o desenvolvimento de soluções computacionais, bem como, existir em torno de 2.500 linguagens para programá-los como mostra Kinnersley (1991) é devido a uma questão: os paradigmas e linguagens existentes foram desenvolvidas no sentido de atender grupos de necessidades específicas que surgiram ao longo do desenvolvimento e crescimento da indústria da computação.

Frente ao conjunto de paradigmas/linguagens de programação existentes e as diversas necessidades que podem esses modelos atender dificilmente ter-se-á um conjunto de ferramentas de testes específicos para cada modelo em particular. Haja visto, a possibilidade de ocorrer em muitos projetos o fato de poderem ser combinados paradigmas para o atendimento de certas necessidades, como propõe Pressman (1995, p.44) quando afirma que “os paradigmas podem e devem ser combinados de forma que as potencialidades de cada um possam ser obtidas em um único projeto”.

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Publicado na edição 59 (PDF) da Revista PROGRAMAR.