António Silva

Actualmente a frequentar o 3º ano da Licenciatura de Engenharia Informática da Universidade do Minho sente uma enorme paixão pela programação, nomeadamente em VB.Net e C. Apesar disso possui um conhecimento sobre várias outras linguagens de programação como Java, PHP, Javascript, C#, Haskell, entre outras.

RIP

No inicio de Outubro faleceu Steve Jobs, mais precisamente um dia antes do lançamento da edição anterior da Revista PROGRAMAR. Sete dias depois faleceu Dennis Ritchie. Doze dias depois faleceu John McCarthy. Independentemente de se gostar ou não, a verdade é que aquilo que fizeram influenciou a vida de muitas pessoas. Dennis Ritchie foi um dos pais do C, linguagem que influenciou a vida de todos os programadores, quer directa quer indirectamente, quer usem ou não C para programar. John McCarthy foi o pai do Lisp, que apesar de não estar tão disseminado na programação, têm uma grande relevância, principalmente na área da Inteligência Artificial. Steve Jobs levou a Apple rumo ao sucesso, depois da empresa sem si ter afundado, quase a ponto de se extinguir. E é verdade que cada um fez muito mais, estes são, no entanto, e na minha opinião as marcas mais importantes de cada um deles.

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(Des)Informação

Actualmente muito se têm falado sobre tudo. Falado e especulado. Com a saída de Steve Jobs da Apple especula-se qual serão as implicações para a marca da maçã. Com o lançamento do Windows 8 especula-se sobre a capacidade deste conquistar o mercado dos tablets. Com a conferência da Apple “Let’s talk about IPhone” especulou-se sobre o possível anúncio da data de lançamento do IPhone 5. Com o abandono da Nokia, especulou-se o que aconteceria ao sistema operativo Meego. E muito mais se especula.

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Erro: Título não definido

Cada vez mais é exigido rigor em todos os aspectos nas mais variadas áreas. A pro- gramação não é excepção, tanto mais se pensarmos que cada vez mais a tecnologia faz parte da vida das pessoas. Nos dias que correm é natural exigir que qualquer aplicação não possua erros de compilação nem os famosos warnings. Todavia estes são sem dúvida os mais fáceis de corrigir. O problema é quando aparecem os denominados erros de runtime. Algo que o programador não previu no seu algoritmo e que se pode tornar numa autêntica bomba, capaz de detonar o programa todo. E se pensarmos que numa aplicação de contabilidade, o que poderá acontecer é ser necessário repetir a operação, no caso de uma aplicação de uma nave espacial, por exemplo, o caso de uma divisão por zero que não seja protegida, quando a nave está a calcular o ângulo de entrada na atmosfera, pode determinar a diferença entre o prejuízo de milhões e o lucro, talvez até entre a vida e a morte.

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Hacktivismo

Segundo a Wikipédia a palavra hacktivismo vem da junção entre Hack e Activism (Hacktivism em inglês), e nos últimos tempos tem sido bastante usado por muitos. Em cerca de um mês e meio a Sony foi atacada pelo menos quatro vezes, e pelo menos inicialmente o suposto motivo era o hacktivismo, e a Sony chegou mesmo a acusar o grupo Anonymous referiram que nada tinham a ver com o roubo de informação de clientes da Sony.

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FMI – Fim da Maravilhosa Internet?

Aconteceu. O ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers) distribuiu o último bloco de endereços IPV4 pelos 5 RIRs (Regional Internet Registries). Ou seja após esses endereços serem atribuídos aos ISP, poderá estar em causa a aceitação de novos clientes por parte dos ISP e não haverá no IPV4 mais lugar a expansão. Ou haverá? O facto é que a norma IPV6 já está preparada (foi descrito como um standard da Internet num documento publicado em Dezembro de 2008), e já em Agosto de 2008, na edição #15 da Revista PROGRAMAR, foi publicado um artigo que falava um pouco sobre esta nova norma. Contudo a verdade é que parece não existir uma vontade comercial muito grande para adoptar esta nova norma, porque é financeiramente desagradável, uma vez que é necessário aos ISP fazerem a actualização do seu hardware de rede, aos programadores actualizarem as suas aplicações…
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Expressa-te!

Sem dúvida que nos últimos tempos têm-se falado bastante na liberdade de expressão, como os casos de divulgação de documentos por parte do Wikileaks, as “milenares” censuras na China no uso da Internet (agora até estão censuradas pesquisas sobre o actual estado do Egipto), a tentativa de obter os dados de acesso às contas do Facebook dos tunisinos por parte do próprio governo, para limitar a troca e partilha de informações, e ainda mais recentemente o corte dos serviços de internet no Egipto aplicado a toda a população, para que esta não possa comunicar sobre a situação actual do país (entretanto, e pelo menos parcialmente o corte foi cancelado), o caso da Ensitel que queria obrigar uma cliente a retirar a informação sobre as reclamações que tinha feito para a empresa, entre muitos outros que poderia enumerar.

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Sempre em movimento…

Porque sabemos que parar é morrer, nesta edição da Revista PROGRAMAR introduzimos várias alterações que achamos importantes para continuidade deste projecto. Das várias alterações introduzidas, a salta imediatamente à vista, mesmo ao leitor que ainda está somente a ler a página do editorial, é a mudança de design. Em qualquer tipo de publicação o design influencia o modo como vemos como lemos. Aqui temos que agradecer a todos quantos ajudaram a adaptar este novo design, mas especialmente ao Sérgio Alves por toda a parte da idealização e desenho do novo design.
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Dados dados…

Com a denominada revolução da Web 2.0, a utilização que muitos davam à internet foi completamente modificada. O utilizador comum passou de um simples leitor e recolector a um dos mais importantes factores na Web. Hoje é possível encontrar blogs sobre quase todos os assuntos, que reflectem muitas vezes uma simples opinião pessoal e não uma verdade absoluta.

Todavia, mais perigoso que a existência de informação errada é a existência de excesso de informação sobre cada um. Isto levanta a questão de para que verdadeiros fins poderão ser utilizados os dados lá colocados. De certeza que se lembra das famosas “Perguntas Secretas”, o sistema utilizado pelos serviços de correio electrónico para podermos redefinir a nossa senha em caso de esquecimento. Perguntas como “Qual foi o meu primeiro cão?” ou “Qual é a minha cor preferida?”. Actualmente um dos meios mais práticos para descobrir esses mesmos dados, é fazer uma pesquisa pelo Hi5, Facebook e quem sabe não será fácil descobrir uma história “apaixonada” sobre a vida do seu primeiro cão? Ou então descobrir que todas as personalizações feitas às páginas são de um determinado tom de cor? Isso são dados pessoais dados, apesar de muitas vezes não termos noção da real utilidade que os mesmos podem ter.
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