António Pedro Cunha Santos

Com uma enorme paixão por tecnologia, autodidacta desde tenra idade, cresceu com o ZX Spectrum. Tem vasta experiência em implementação e integração de sistemas ERP, CRM, ERM, BI e desenvolvimento de software por medida nas mais diversas linguagens. Diplomado do Curso de Especialização Tecnológica em Tecnologias e Programação de Sistemas de Informação pela ESTG-IPVC. Membro da Comunidade Portugal-a-Programar desde Agosto de 2007, é também membro da Sahana Software Foundation, onde é Programador Voluntário. Neste momento é aluno no Instituto Politécnico de Viana do Castelo, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão no curso de Licenciatura em Engenharia Informática.
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Criptografia e segurança por hardware com Arduino/Genuino ou outros sistemas por I2C

Introdução ao problema

Cada vez mais se lêem notícias sobre os perigos da internet das coisas, desde um ataque massivo de negação de serviço distribuída (Distributed Denial of Service) que excedeu larguras de banda de 799Gbps, até botnets de dispositivos IoT, etc…

Uma das preocupações de quem desenvolve produtos IoT, sejam software, hardware ou ambos, acaba por ser a segurança desses dispositivos, e até que ponto a segurança por software é suficiente num dispositivo que pode controlar por exemplo, um sistema de alarme, ou o controlo de aquecimento, etc…

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Instalando um servidor VPN num Raspberry Pi

Introdução

Uma rede privada virtual (VPN) é uma rede de comunicações privada, construída sobre uma rede de comunicações pública, como o caso da internet. O tráfego de dados é transmitido pela rede pública, mas encriptado de forma a não permitir que esteja acessível a quem não é destinado. Uma VPN é apenas uma ligação estabelecida sobre uma infraestrutura pública ou compartilhada, usando tecnologias de tunelamento e criptografia para manter seguros os dados transmitidos.

A importância do uso de VPNs é cada vez mais falada, uma vez que o uso de hotspots wifi abertos é cada vez maior. Isto torna cada vez mais comum o uso de locais onde existam hotspots, pontos de frequentes ataques, recorrendo a dispositivos simples e muitas vezes feitos propositadamente para o efeito de levar a cabo intercepção e captura de dados contendo passwords, sessões, etc…

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GameJAM

O Global Game Jam é o maior evento de jam (criação de jogos) do mundo que acontece em locais físicos por todo o mundo . É um hackathon focado no desenvolvimento de jogos. É o crescimento de uma ideia de que, no mundo fortemente conectado, poderíamos unir-nos, ser criativos, compartilhar experiências e expressarmo-nos de muitas maneiras usando jogos de vídeo. É um fim de semana de criação de jogos, num processo iterativo em que todas as etapas se realizam em poucos dias.

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Entrevista a: Edite Amorim

Revista PROGRAMAR (RP): Fale-me um pouco de si e do seu percurso.

Edite Amorim (EA):  Hum… Nasci no Porto em 80, e estudei na Póvoa de Varzim, onde vivi até aos 26 anos. Era muito distraída na escola, estava sempre a mil com cem ideias e demasiada energia. Falava muito. Fiz patinagem artística 12 anos, estive para ir para a Escola Profissional de Teatro e em vez disso fiz o Secundário na área de Desporto.

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TC BANKCALL #TEMPORARY I HOPE HOPE HOPE

Todos os percalços fazem parte da “evolução”, de versão para versão! E desta feita o atraso nesta edição, foi fruto de um dos maiores percalços até agora enfrentado! Mas como sempre sobrevivemos, superamos, evoluímos! E passados 10 anos, cá estamos!

Para esta edição, estava com imensas dificuldades em escolher um título para o editorial, até que me lembrei daquilo que nos acontece, a todos nós que desenvolvemos e criamos tecnologia! Aquelas situações em que escrevemos algo, ou ligamos algo, e acreditamos com todas as forças, que vai funcionar, ainda que seja algo temporário! E nessa perene memória lembrei-me de um comentário que li, no recentemente tornado público, código fonte desenvolvido para o modulo lunar da missão Apollo 11, que colocou o primeiro Homem na lua! Um singelo comentário quase que humorístico, onde se pode ler “Temporary, I hope hope hope”.

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O meu primeiro Jogo em MonoGame

Muitos programadores chegaram ao mundo da programação através do fascínio do desenvolvimento de jogos. Desde as cassetes de ZX Spectrum, que demoravam eternidades a carregar e a criação de jogos era uma tarefa muitas vezes hercúlea, até aos dias de hoje, a criação de jogos percorreu um longo caminho e hoje podemos encontrar várias plataformas dedicadas ao seu desenvolvimento.

Para facilitar a criação de jogos para múltiplas plataformas foi criada a framework MonoGame, baseada na framework XNA da Microsoft, que apresenta uma grande facilidade de aprendizagem. Seguindo o princípio “Escreve uma vez, corre em todo o lado”, ao desenvolvermos um jogo com MonoGame, ele irá correr em iOS, Android, Mac OS X, tvOS, Windows, Linux, Playstation4 e mais.

Neste artigo vamos criar um jogo do princípio ao fim, passo a passo, desde a criação do interface de utilizador até ao adicionar da lógica de jogo.

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O silêncio e os interrupts

Ainda que possa parecer o título de um “filme de tercei- ra categoria”, qualquer semelhança é apenas mera coincidência fruto de um qualquer infortúnio das palavras! Passando as brincadeiras, e mudando para o verdadeiro assunto do artigo, todos ouvimos falar de interrupts (sinal emitido pelo hardware ou software enviado ao processador, indicando que um evento necessita de atenção imediata), para os mais “vintage” da tecnologia que passaram pelos “tormentos” de configurar os interrupts nas BIOS cada vez que se acrescentava uma placa num PC, o conceito será certamente mais familiar, mas não se trata de interrupts de hardware ou software que escrevo! Trata-se antes das “interrupções” no trabalho de um programador e na relação das interrupções com a produtividade.

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Projecto em Destaque na Comunidade P@P — Dirt Bike Extreme

Num ambiente industrial, com um belo cenário de fundo encontram-se muitos obstáculos pela frente, cair vezes sem conta é quase natural, mas com tempo o jogador acaba tornando-se um profissional! Com perseverança tudo se consegue. Ao longo dos 20 níveis que compõem o jogo, uns vão parecer impossíveis outros nem por isso, mas todos contribuem para que o jogador se torne um profissional de Dirt Bike Xtreme!

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Automação com GENUINO

Introdução

A plataforma Genuino, tornou-se bastante popular ao longo dos anos, sendo uma das plataformas mais usadas em projectos de IoT e automação, tanto pelo seu baixo custo como pela sua capacidade de processamento e de I/O (input/output). Para os leitores que estão menos familiarizados com este tema, o Genuino é análogo da marca Arduino.cc, tendo sido criado pelos co-fundadores do Arduino Massimo Banzi, David Cuartielles, Tom Igoe e David Mellis. Na prática, o Genuino é usado para as boards vendidas fora dos EUA.

Isto é, a marca Genuino certifica também a sua autenticidade com a filosofia de hardware aberto e de código aberto que sempre caracterizou os valores do Arduino. As placas Genuino e Arduino partilham os mesmos componentes e as mesmas características. São as mesmas boards, mas a “marca” do circuito é determinada pelo país. O Arduino é comercializado dentro dos EUA e o Genuino fora dos EUA.

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Projecto em Destaque na Comunidade P@P — Matraquilhos

Android: jogo MatraquilhosNesta edição o projecto em destaque vai para o jogo Matraquilhos, para Android. É um jogo simples, baseado no tradicional jogo de matraquilhos, tão popular entre os mais jovens.

Este jogo possui diversas funcionalidades interessantes, além da simples “partida de matraquilhos”, permitindo participar em campeonatos, escolher equipas e tácticas, participar em competições, desbloquear conteúdos e partilhá-los com os amigos, entre outras curiosidades.

Um jogo gratuito que faz jus à cultura do desenvolvimento de jogos, em Portugal, mostrando que não é necessário ter uma grande equipa para desenvolver um bom jogo! Basta dedicação.

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