Luís Soares

Formado em Engenharia Informática e de Computadores no Instituto Superior Técnico (Licenciatura e Mestrado). Sou web developer, tendo já colaborado em projetos de telecomunicações e dos media.
Gosto de linguagens de alto nível, de reutilizar código, de refactoring para simplificar. Não gosto quando dizem “a culpa é do utilizador”. Julgo que a informática no geral e o desenvolvimento de SW em particular devem servir, em última instância, o utilizador.
Gosto de ensinar. Escrevi um livro sobre jQuery.

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jQuery: usar ou não usar?

Esta é uma questão frequente quando se começa um projeto web. Origina por vezes discussões acesas. A resposta rápida é que sim; provavelmente o que se está a desenvolver justifica o seu uso.

Quando se pondera a utilização de uma qualquer framework ou biblioteca (em qualquer projeto de software) deve-se questionar se os ganhos compensam o peso extra; se a complexidade do problema a resolver o justifica. De forma grosseira e geral, a questão é:

  • partido que vamos tirar da biblioteca/framework > 1 ?
  • peso trazido pela mesma

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JSF – Parte 3 (Managed beans)

Este é o 3º artigo da série. Assume portanto que já tem um projeto de exemplo JSF a funcionar. É altura de fazer algumas experiências, nomeadamente criar um “backing bean”.

Um backing bean é uma classe Java que responde a pedidos e gere o estado dos componentes JSF. É uma espécie de “servlet de alto nível”. Entre várias outras funções, faz a ligação à camada dos serviços que pode ser uma BD, um servidor remoto ou outro. Uma aplicação pode conter múltiplos backing beans.

Os backing beans mais conhecidos em Java são os “managed beans” e os “named beans” (ou CDI beans). Os primeiros são mais comuns; os segundos mais flexíveis. Os conceitos são muito semelhantes. Usaremos os primeiros devido à facilidade de utilização e porque o Tomcat apenas suporta esses.

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JSF – parte 2 – Ambiente de desenvolvimento

Este segundo artigo da série incidirá sobre o processo de instalação e configuração do ambiente de desenvolvimento JSF, o que implica::

  • Instalação do JDK: o SDK do Java
  • Instalação do IDE: o NetBeans com plugins Java EE
  • Instalação e registo de um servidor aplicacional para Java: o Tomcat

De seguida, criar-se-á um projeto JSF que comprovará o sucesso da operação assim como ajudará a explicar os primeiros conceitos. Passemos à prática:

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Mitos do jQuery

Mito #1: O jQuery substitui JavaScript

O jQuery não é nenhuma linguagem; é apenas uma biblioteca. Bibliotecas/toolkits/frameworks JavaScript são “apenas” um conjunto de utilitários escritos em/para JavaScript que ajudam a gerir uma página e as suas interações. Nenhuma biblioteca JavaScript substitui o JavaScript; uma biblioteca apenas junta diversas funções e outros elementos com os objetivos de reutilização, simplicidade e rapidez de desenvolvimento. É certo que, por uma questão de coerência de código, se estivermos a usar uma biblioteca, as várias instruções JavaScript podem ser feitas recorrendo a essa biblioteca mas isso não quer dizer que apenas com JavaScript não se o faça.

Por outro lado, há situações em que não devemos forçar o uso de uma biblioteca. Quando a velocidade é determinante (e não há problemas de suporte cross-browser), é escusado colocar “mais chamadas no meio”; mais vale recorrer diretamente às API/JavaScript nativos do browser.

Assim, aprender jQuery não significa que não tenha de JavaScript; antes pelo contrário.

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JSF – Parte 1

O JSF (JavaServer Faces) é uma especificação para criar interfaces gráficas de aplicações web. É um standard do mundo Java EE, atualmente na versão 2.2. A ideia base é, após alguns anos de evolução (esta especificação nasceu em 2004), sistematizar o que as interfaces web têm em comum, apoiando o programador nesse sentido. Com relativa facilidade permite desenvolver interfaces web ricas e interativas (cujas aplicações são denominadas RIA – Rich Internet Application). É server-side e totalmente orientada ao componente: para além de uma série de componentes (abstrações dos componentes HTML), prevê validadores, gestão de estado, conversores, modelo de eventos, etc. Entenda-se por componente (UI) um “pedaço” reutilizável da interface (ex: dropdown box).

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