Rita Peres

Natural de Castelo Branco, licenciou-se em Engenharia Informática pela Universidade da Beira Interior. Membro do P@P desde Janeiro de 2010.

C# – Excel

Ainda é muito usual depararmos-mos com ficheiros de processamento Excel, ou não fosse o Excel a mais famosa folha de cálculo até aos dias de hoje. Neste artigo, procuramos de uma forma simples mostrar ao caro leitor como podemos tirar partido do processamento do Excel, fazendo um pequeno programa que nos permite facilmente processar e criar novos ficheiros resultado partindo do Excel.

Para este artigo proponho algo simples, imaginemos uma empresa que produz vários tipos de brindes e merchandising. Os comerciais ao longo do mês vão criando encomendas dos vários clientes. A nossa empresa trabalha com dois armazéns distintos, mas o responsável pelo setor do armazém ao longo do mês recebe esses mesmos pedidos e regista os pedidos numa folha de Excel para lhes dar despacho. No final do período de processamento, o departamento financeiro precisa de saber ao certo qual o numero de encomendas efetuadas para poder emitir a fatura ao cliente final. Para este exemplo vamos considerar que vendemos três tipos de canetas. Azuis, pretas e vermelhas. Consideramos também que temos três clientes (somos uma pequena empresa) e que como é normal para cada cliente acordamos um valor específico de cada cor de caneta, sendo esse valor diferente para cada cliente.

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Business Intelligence no SQL Server

Nesta edição trazemos até vós, caros leitores, a review acerca do novo livro da FCA do autor Alberto Magalhães – Business Intelligence no SQL Server.

Na sua essência as bases de dados são simplesmente contentores de informação. Quando um determinado sistema permanece durante anos sem grandes alterações, todos nós sabemos que acrescentar mais uma feature ou outra facilmente implica quase sempre a adição de mais uma tabelinha para facilmente termos dados “à mão”, tornando-se mais uns “pontos” para o “contentor” guardar. E hoje em dia é cada vez mais importante usarmos os dados que armazenamos na BD para tomar decisões acerca dos caminhos a seguir e a implementar. Seja a nível de negócio, seja a nível de vida útil do próprio sistema.

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SQL vs NoSQL

Hoje em dia cada vez mais as bases de dados estão a ocupar um lugar de destaque no nosso mundo tecnológico.

Queremos guardar os nossos dados, ter acesso aos mesmos o mais rápido possível e processá-los para termos respostas rápidas. Antigamente os dados guardados eram específicos, em “tabelas contentores”. Hoje, principalmente com Big Data, o nosso próprio telefone guarda tudo o que fazemos e praticamente tudo o que pensamos fazer. E perder “sessenta segundos” por uma resposta que queremos já se torna cada vez mais impensável.

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RGPD

Nos últimos tempos muito se tem falado sobre uma determinada sigla… a GDPR ou RGPD… aqui na PROGRAMAR decidimos dar uma olhadela neste assunto. Para ficarmos esclarecidos e ajudarmos o leitor a ficar mais esclarecido. E é este o motivo pelo qual este artigo surgiu.

Assim sendo vamos a isto… em português a sigla significa Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD), também conhecida por GDPR – General Data Protection Regulation.

Todos nós sabemos que cada vez mais informação é poder. Vivemos num mundo em que tecnologia e informação andam cada vez mais de mãos dadas.

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Sophia, a humanoide

Nos próximos dias vai decorrer em Lisboa mais uma edição do WebSummit. Espera-se que mais uma vez este evento seja um sucesso. Contudo este artigo não é sobre sobre o WebSummit, mas sim sobre uma participante especial da cimeira que nos despertou a atenção. Dia 7 de Novembro sobe ao palco, Sophia um robot humanoide. E o que é que este humanoide tem de especial pode perguntar o caro leitor…? Sophia foi a primeira humanoide a obter o estatuto de cidadã. Este facto ocorreu no final do mês de Outubro sendo que o Reino da Arábia Saudita concedeu a Sophia oficialmente o estatuto de cidadã do país. E sim, esta foi uma decisão polémica. A verdade é que um país com costumes muito próprios como a Arábia Saudita concedeu a cidadania à Sophia, logo a mesma é uma cidadã desse país. Muitos dizem que a humanoide tem mais direito do que as mulheres desse mesmo país. E isto sim, é algo controverso.

Voltando um pouco atras, Sophia foi criada pela Hanson Robotics, pela mão do CEO da empresa, o Dr. David Hanson. Este senhor tem já reputação de criar robôs que parecem e atuam de forma humana. Sophia foi criada para ser um robot social, o seu design foi projetado para poder ser uma mais-valia para ajudar nos cuidados de saúde, terapia, educação e aplicações de atendimento ao cliente. É um facto de que os robots são projetados para serem parecidos com os humanos mas a verdade é que a Sophia é talvez o robot mais avançado do mundo neste aspeto das parecenças humanas.

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Algoritmo Back-Propagation

Nesta edição trazemos até vós, caros leitores, uma abordagem ao algoritmo de backpropagation. Este algoritmo foi desenvolvido nos anos 80 por Rumelhant, Hinton e Williams e é um dos algoritmos mais conhecidos das redes neuronais.

De forma a melhor introduzirmos o tema, uma rede neuronal artificial é inspirada no funcionamento nosso próprio sistema funcional enquanto humanos. Ou seja, é uma rede que aprende a cada experiência vivenciada. Um dos constituintes principais do sistema nervoso humano é o neurónio. Esta célula é responsável pela condução dos impulsos nervosos, e comunicam entre si através de sinapses. Por sua vez a sinapse é a região onde dois neurónios entram em contacto entre si, sendo que os impulsos recebidos, por exemplo, pelo neurónio X, são processados passando a informação resultante ao neurónio Y por meio de uma substância neurotransmissora. Sem querer alongar muito este tema biológico, podemos apenas dizer que os neurónios são formados por dendritos (funcionam como terminais de entrada), pelo corpo central (onde ocorre o processamento) e pelos axónios (que por sua vez funcionam como terminais de saída).

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Android: Bases de Dados e Geolocalização

Nesta edição trazemos até vós a review de um dos livros mais recentes da FCA Editora, o Android: Bases de Dados e Geolocalização de Ricardo Queirós. Como seria de esperar, este é um livro com a qualidade habitual que este autor já nos habituou. Direccionado para os profissionais de informática (e também para os entusiastas e curiosos) que queiram dar os primeiros passos na programação Android com destaque claro está para as bases de dados e geolocalização. Contudo devo dizer-vos que os leitores mais experientes no assunto, não ficarão desiludidos com este livro em particular, uma vez que os temas abordados têm todo o interesse, tenhamos 0 ou 10 anos de experiência nesta temática.

O livro é constituído por oito capítulos, sendo que os mesmos estão divididos por duas partes. A linguagem de programação usada nos exemplos dados é o Java.

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Mini Maker Faire Castelo Branco

Decorreu no passado dia 10 de Junho a Mini Maker Faire em Castelo Branco. Correndo o risco de ser suspeita, uma vez que Castelo Branco será sempre a minha cidade de eleição, é com orgulho que vos digo que este foi um evento que decorreu com todo o sucesso esperado. A PROGRAMAR como Media Partner do Evento, esteve no local, e posso dizer-vos que nesse dia, todos os caminhos iam ter à Mini Maker Faire.

Organizado pela AICB, a Associação de Informática de Castelo Branco, este evento teve a participação de vários makers e de mais de duas centenas de pessoas estiveram presentes.

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Cifra Feistel

Nesta edição decidimos trazer até si, caro leitor, um artigo sobre uma cifra que data ao ano de 1973. Criada por Horst Feistel enquanto trabalhava na IBM, este algoritmo pertence à criptografia simétrica.

Para os leitores que não estão tão habituados a este tema, existem dois tipos de cifras. A simétrica e a assimétrica. Em termos práticos, a criptografia simétrica tende a ser mais rápida uma vez que exige menos capacidade computacional. Contudo é considerada menos segura uma vez que a mesma chave é usada para encriptar e desencriptar a informação é partilhada pelos diversos intervenientes (na criptografia assimétrica são usadas duas chaves distintas – a chave privada para desencriptar e a chave pública para encriptar a informação – apenas a chave pública é partilhada entre emissor e receptor sendo que a chave privada é usada para decifrar a informação).

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