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Artigos da Revista PROGRAMAR.

Como criar um programa auto-replicativo em assembly, para GNU/Linux

A arte da criação de programas auto-replicativos parece estar perdida no tempo. Não podemos confundir um programa auto-replicativo com malware, cavalos de tróia, worms, etc. Um programa auto-replicativo não executa nenhum tipo de código para danificar hardware ou software, pelo contrário apenas tenta replicar-se de diversas formas ou métodos e é por norma escrito numa linguagem de baixo nível, como por exemplo assembly. A parte mais interessante e importante do programa ao contrário de um malware não é um pedaço de código para causar danos, mas antes pelo contrário apenas o código que per- mite que o programa se replique.

Apesar de muitas vezes se confundirem as duas tarefas, um programa auto-replicativo é uma forma de criatividade, engenho e inovação, com o objectivo de criar um programa que se consiga manter num sistema informático evitando ser apagado e replicando-se de forma inteligente, evitando a sua detecção e consequente remoção. É quase como fazer um avião de papel, ajustar as “asas”, o “nariz”, colocar ou não um “leme de cauda”, etc e atirar para ver que distância é percorrida antes de inevitavelmente aterrar, ou melhor, cair! Em momento algum se pretende que o programa, tal como o avião, dure “ad aeternum”, sendo o interesse apenas no lapso de tempo que ele durará até ser totalmente removido.

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Windows 10: Ferramentas de Segurança

Introdução

As ameaças de segurança aos dispositivos, dados e informações são um assunto importante no dia a dia e evoluem com frequência. Por isso, é necessário contar com hardware, software e ferramentas que sirvam como uma barreira para os riscos que os utilizadores enfrentam em atividades como navegar na internet, instalar aplicações ou simplesmente ligar o computador.

Ameaças como o hacking ou infeção de equipamentos com vírus e malware, acontecem tanto a nível pessoal como empresarial e, algumas vezes, podem acontecer simultaneamente em ambos os cenários. Por isso, o primeiro passo para reforçar a segurança da nossa informação é utilizar equipamentos com ferramentas atualizadas, como por exemplo, PCs com Windows 10.

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Modelos de Avaliação de Interface

Um dos pontos mais importantes, apontados no estudo das Interfaces Humano-Computador (IHC), é a preocupação em desenvolver sistemas voltados ao usuário a partir da premissa “desenvolver sistemas pensando e considerando o usuário em todo o seu processo” (SILVA, 2008, p. 92). É fundamental haver a preocupação do desenvolvimento do software em atender as especificidades e necessidades do usuário, a partir da ótica usada na Engenharia de Software (ES) consoante ao estudo da IHC.

Silva (2008, p. 92) cita Nielsen que em seu estudo classifica os métodos de avaliação de sistemas em três categorias.

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Redes neurais artificiais: o que são? Onde vivem? Do que se alimentam?

Atualmente, muito se fala em inteligência artificial. O Google investe, a Microsoft, a Amazon, a Uber, o Facebook, a Apple… E essa lista não para por aqui. Nós sabemos que é uma tecnologia pujante, que, juntamente com a correta análise do Big Data, certamente será uma das ferramentas mais poderosas que nós teremos no futuro próximo.

A ideia deste artigo é falar um pouco da inteligência artificial, mais precisamente abordar os algoritmos das redes neurais artificiais (RNA), sua arquitetura, seu funcionamento e suas principais aplicações.

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Mini Maker Faire Castelo Branco

Decorreu no passado dia 10 de Junho a Mini Maker Faire em Castelo Branco. Correndo o risco de ser suspeita, uma vez que Castelo Branco será sempre a minha cidade de eleição, é com orgulho que vos digo que este foi um evento que decorreu com todo o sucesso esperado. A PROGRAMAR como Media Partner do Evento, esteve no local, e posso dizer-vos que nesse dia, todos os caminhos iam ter à Mini Maker Faire.

Organizado pela AICB, a Associação de Informática de Castelo Branco, este evento teve a participação de vários makers e de mais de duas centenas de pessoas estiveram presentes.

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04 Too many open files (no handles left)

Esta é a 26ª edição em que vos escrevo, fez este mês cinco anos e sete meses que tenho a honra e o privilégio de editar a Revista PROGRAMAR, tantas vezes lutando conta o tempo, escrevendo até altas horas, escrevendo mais do que seria “habitual”, fazendo mais um “git push”, esticando os limites, contornando o tempo, a disponibilidade, pedindo aos autores mais um esforço, para que se faça mais uma edição!

O que seriam “demasiados ficheiros abertos”? Seriam 25 demais? Seriam antes 26? Bem, não querendo fazer profecias, mas desafiando todos aqueles que participam, já foram publicadas 55 edições, esta é a 56ª! Esperemos que falamos tantas quanto o máximo número possível de ser representado em binário com 16 bits sem sinal! Seja esse o objectivo e essa a vontade, de quem escreve e de quem lê!

Num momento de “maior sanidade”, menos ousado, mas ambicionado, num lapso de tempo que se espera não seja muito alargado, chegaremos à edição 64! Pode não parecer muito mas se fossem bits, muito se poderia representar! Façamos um “git push”, tenhamos a vontade, e daqui por um ano e alguns meses, estaremos a ler a 64ª edição!

Até lá, boas leituras e muita escrita
António Santos

Os segredos do lado negro da BIOS

Introdução

A BIOS

Ao longo dos anos, muito tem sido escrito sobre possíveis vectores de vulnerabilidade utilizando a bios. No entanto, além do antigo vírus de Chernobyl, que acabou por apagar a BIOS, pouco tem sido dito.

Tal como amplamente descrito, a BIOS é um firmware de arranque designado a ser executado assim que um computador recebe corrente. A função inicial da BIOS é identificar e testar os dispositivos de sistema, como a placa gráfica, as unidades de armazenamento (disco rígido), antigamente as drives de disquetes (agora já são incomuns) e outro hardware, com o objectivo de preparar a máquina e colocá-la num estado conhecido, de forma a que os softwares armazenados nos meios de armazenamento possam ser carregados e executados, para lhes ser “entregue” o controlo do computador. Este processo é o chamado “booting”, que é a abreviatura de “bootstrapping”.

Nos computadores PC compatíveis, alguns periféricos, tais como unidades de disco rígido, placas gráficas, etc… têm a sua própria extensão da ROM da BIOS, com o objectivo de fornecer funcionalidades adicionais. Os sistemas operativos e outro software designado para o efeito, criam uma interface para as aplicações utilizarem estes dispositivos.

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Otimizando os sistemas embebidos

Recentemente calhou em conversa com um amigo meu sobre programação de sistemas embebidos, visto que ele estava a avançar com um projeto muito interessante com um equipamento semelhante ao Arduino. Esta conversa relembrou-me os tempos em que programava em ANSI C (de 89) num LPC2106 da Phillips e aos tempos que andava a aprender ANSI C (de 89) e o belo do assembly, e surgiu a ideia para este artigo.

Quando alguém começa a programar num Arduino (ou equipamentos semelhantes) vai seguindo os exemplos que vai encontrando e vai adaptando às usa necessidades. No entanto, mais cedo ou mais tarde, vai querer implementar uma ideia que teve e, quem sabe, mais tarde transformar essa solução num produto que possa comercializar. A ideia deste artigo é oferecer um conjunto de técnicas e de pontos de interesse a ter em atenção por forma a maximizar os recursos que já têm, reduzindo o “desperdício” dos recursos.

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Tipos em Python

Python sempre foi uma linguagem fortemente tipada, para surpresa de muitos que confundem a tipagem dinâmica com a ausência de tipos. Na realidade, os tipos em Python funcionam tão bem e de forma tão automática que muitas vezes esquecemos que eles existem.

Mas nem tudo é perfeito. Hoje existem programas gigantescos escritos em Python e os programadores precisam de ferramentas poderosas para entender e navegar neste código. Aí tínhamos um problema, pois ferramentas de edição mais avançadas com recursos de autocomplete (intellisense), refactoring e simplesmente de navegação no código fonte se tornaram extremamente complexas. Dadas as propriedades dinâmicas da linguagem, escrever este tipo de ferramentas para o programador Python se tornou uma tarefa complicada. Cada ferramenta era responsável por inferir o tipo de cada método ou função sendo chamada e esta não é uma tarefa simples, uma vez que temos poucas indicações de tipo no programa em si.

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Gerir a Qualidade do Código

Vamos dar uma martelada? Quem nunca ouviu esta expressão enquanto trabalhava numa aplicação, quer seja no seu desenvolvimento, quer seja na sua manutenção. Este tipo de prática não abona em nada as nossas aplicações e com o tempo acaba por ser um procedimento, uma feature da aplicação que não nos conseguimos livrar.

Este simples exemplo, é apenas um num enorme lote de más práticas que são realizados ao longo dos tempos em muitos projetos. Como fica a nossa aplicação, a sua performance, o seu grau de manutenção, de legibilidade? Podemos dizer que a aplicação tem qualidade?

Quando falamos de qualidade, do que nos estamos a referir? O que é a Qualidade? O que é a Qualidade de uma aplicação? Como podemos medir? Como a podemos gerir?

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