Arquivo da Categoria: Tema de Capa

Artigos da secção “Tema de Capa”.

Os segredos do lado negro da BIOS

Introdução

A BIOS

Ao longo dos anos, muito tem sido escrito sobre possíveis vectores de vulnerabilidade utilizando a bios. No entanto, além do antigo vírus de Chernobyl, que acabou por apagar a BIOS, pouco tem sido dito.

Tal como amplamente descrito, a BIOS é um firmware de arranque designado a ser executado assim que um computador recebe corrente. A função inicial da BIOS é identificar e testar os dispositivos de sistema, como a placa gráfica, as unidades de armazenamento (disco rígido), antigamente as drives de disquetes (agora já são incomuns) e outro hardware, com o objectivo de preparar a máquina e colocá-la num estado conhecido, de forma a que os softwares armazenados nos meios de armazenamento possam ser carregados e executados, para lhes ser “entregue” o controlo do computador. Este processo é o chamado “booting”, que é a abreviatura de “bootstrapping”.

Nos computadores PC compatíveis, alguns periféricos, tais como unidades de disco rígido, placas gráficas, etc… têm a sua própria extensão da ROM da BIOS, com o objectivo de fornecer funcionalidades adicionais. Os sistemas operativos e outro software designado para o efeito, criam uma interface para as aplicações utilizarem estes dispositivos.

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Docker: Overview

Sou muito apologista da metodologia “set it and forget it”, configurar as coisas uma vez e reutilizar vezes sem conta a mesma configuração, infraestrutura. Abstrairmos de tal forma, que o foi configurado sirva para o uso geral da nossa aplicação ou projeto. Isto é muito giro, mas pouco realista se tivermos em mente a montanha de projetos e aplicações que estão montadas por Portugal (e não só) a fora.

Tipicamente, a forma como eu fazia, seria criar uma máquina virtual (principalmente em virtualbox) montava a infraestrutura da forma que queria e depois trabalhava sobre ela e partilhava a imagem com quem quisesse. Apesar de funcionar a solução não era em nada elegante, tinha uma imagem com cerca de 20GB, com um sistema operativo (que poderia estar ou não a usar as suas potencialidades), mais o conjunto de ferramentas e ainda tinha que me preocupar com as configurações de rede (para estar exposto para fora da máquina virtual) e ter mounting points para poder partilhar ficheiros entre o host e a máquina virtual. Quem já fez isto pelo menos uma vez sabe a chatice que dá.

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Testar aplicações móveis com Xamarin Test Cloud

Âmbito

Este artigo tem como objetivo mostrar como podemos testar as aplicações móveis usando Xamarin Test Cloud, sejam estas aplicações Xamarin ou aplicações nativas.

Introdução

O desenvolvimento móvel tem tido um crescimento exponencial, trazendo com isso um “booom” de aplicações para as diversas lojas. Claro está, que muitas das vezes quantidade não significa qualidade e quantas vezes nós próprios nos deparamos com potências aplicações que apenas precisam de melhorias, e em alguns casos a aplicação funciona bem numa plataforma e noutra não (por razões diversas). Com este crescimento e com base nas diversas necessidades muitas soluções têm surgido no mercado para que os programadores possam acompanhar o desempenho da aplicação durante a sua utilização.

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Travessia de uma árvore de diretórios usando recursividade

Introdução

O diretório é um elemento familiar nos sistemas de ficheiros, sendo empregue para organizar o armazenamento de dados em suporte persistente como, por exemplo, discos rígidos. Uma operação relativamente comum num sistema de ficheiros é a travessia da árvore de diretórios, através da qual são visitados todos os subdiretórios e ficheiros. Este artigo foca o uso de recursividade e das funções stat e readdir para a travessia de uma árvore de diretório recorrendo à metodologia denominada de busca em profundidade (depth-first search na designação anglo-saxónica) (Knuth, 1968) (Wikipedia, 2015). Embora o artigo assente no ambiente Linux e na linguagem C, a metodologia utilizada pode ser empregue, com algumas adaptações, noutras plataformas e com outras linguagens de programação.

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Azure Logic Apps: o futuro dos backends?

Introdução

Em Março de 2015 a Microsoft anunciou o Azure App Service, uma evolução da oferta aplicacional Azure que funde dois serviços existentes – Web Sites e Mobile Services – com dois novos serviços: as Logic Apps, destinadas ao desenvolvimento rápido e visual de processos de negócio, e as API Apps que encapsulam funcionalidades autónomas reutilizáveis, consistindo ambos numa concretização tecnológica de uma arquitectura baseada em Microserviços.

O objectivo deste artigo é apresentar as Logic Apps, tanto em termos do seu contexto e arquitectura, como na utilização concreta e simbiose com as API Apps.

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Criar um Cluster de Processamento Paralelo MPI com Raspberrys

Introdução

O Raspberry foi um sucesso desde o seu lançamento e continua a fascinar programadores, makers, hackers, estudantes e até cientistas, pela sua performance e baixo custo.

São sistemas SoC (System on a Chip), de baixo custo, baseados em arquitectura ARM, com muito potencial por explorar e pelo seu baixo consumo energético tornam-se equipamentos de eleição para pequenos e grandes projectos.

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Integrar a Cortana numa aplicação Windows Phone

Este artigo tem como objetivo apresentar um exemplo de como integrar a Cortana com uma aplicação de Windows Phone.

Introdução

Uma das funcionalidades interessantes no Windows Phone 8.1 é a Cortana. A Cortana não é mais do que uma assistente pessoal, que ajuda os utilizadores em tarefas básicas, tais como ligar a um amigo, marcar na agenda um acontecimento e outras tarefas.

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