Arquivo da Categoria: Editorial

Editoriais da Revista PROGRAMAR.

/* A todos os bravos que chegaram tão longe! */

Poderia começar o editorial por escrever o resto do comentário em código, mas seria quase um “abuso” ao qual não me vou dar!

Como um dia disse, um incontornável personagem da história da tecnologia, não se conectam os pontos olhando para a frente, mas sim para traz. A tecnologia é isso mesmo, um movimento “perpétuo”, em frente, sem parar, sem esperar, sem pausas, a uma velocidade cada vez mais estonteante. Cheio de surpresas e segredos, cheio de revezes e avanços, cheio de tudo um pouco! Mas acima de tudo, cheio! Cheio porque tem um pouco de todos os que nele trabalham, participam, se envolvem! Sem distinção de géneros, classes ou outras que possam existir!

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long long ago; /* in a galaxy far far away */

O título até parece brincadeira, mas é sério! E compila em C99! E foi assim, há muito, muito tempo, que a primeira edição da revista, foi publicada, fazia o ano de 2006, não numa “galáxia muito, muito distante”, mas num URL perto de todos nós! E assim o tempo passa! Tal qual história de ficção engraçada ou de mitologia clássica, a revista volta até aos seus leitores, como uma “fénix renascida” do famoso Albus Dumbledore, retirada de um livro conhecido de todos, ou de quase!

Não vale a pena fazer “resumos do ano passado”, porque o passado é “história que contamos”, não é mais do que isso, nem menos do que isso aqui não se tentam contar histórias, pelo contrário, tentamos “fazer história”.

Fazer história é dar uso àquela que é uma das mais elementares capacidades do ser humano e que nos distingue dos restantes mamíferos, a capacidade de criar! Para alguns pode parecer estranho, mas programar é criar “novos mundos” escrevendo código, é como pintar um quadro, como esculpir uma peça, como escrever um livro, onde a sintaxe e a semântica devem fazer um sentido inequívoco.

Ouso dizer, sem querer ser demasiado ousado, que programar, sendo um verbo transitivo, pode significar mais do que apenas a divisão de um problema entregue a um equipamento eletrónico, em instruções que este aceite. Significará imaginar algo, construir esse algo “abstrato” mentalmente, e por fim descrever esse algo em instruções capazes de serem executadas por um equipamento. Assim, de certa forma poder-se-ia dizer que programar é tão importante como escrever, ler, sonhar, pensar, definir, controlar, fazer uma complexa miríade de tarefas, dentro e fora do âmbito criativo. Isso faria de todos os programadores, entusiastas, aspirantes a programadores, verdadeiros artistas!

Parafraseando algo que li num chat, faz algum tempo, “o nosso dever para com a vida, é aprendermos o que pudermos, ensinarmos o que soubermos, melhorarmos tudo em que tocamos, ajudar tudo o que conseguirmos, criar o que nos for possível e deixar tudo melhor do que encontrarmos, para os que vierem depois de nós”, não porque seja “socialmente correto” dizer tudo isto, mas antes porque um programador, é uma “mente inquieta”, uma “mente inquisidora”, “criadora”, artista e cientista, de bits e bytes descritos! E nesses bits e bytes, aquilo que outrora lemos como ficção, poderá ser algo imprescindível no dia a dia, do amanhã! Algo que faça a diferença, para alguém, ainda que pouca seja, será sempre alguma! Será o “sabre de luz, de um personagem de cinema, ou o comunicador da ficção de 1966. Quem sabe até a “Nimbus 2000” de atleta dos livros, numa competição desencantada, numa escola onde se chega de comboio a vapor, ou um simples rodapé, de um qualquer livro escrito.

Até à próxima edição, boas leituras!
António Santos

TC BANKCALL #TEMPORARY I HOPE HOPE HOPE

Todos os percalços fazem parte da “evolução”, de versão para versão! E desta feita o atraso nesta edição, foi fruto de um dos maiores percalços até agora enfrentado! Mas como sempre sobrevivemos, superamos, evoluímos! E passados 10 anos, cá estamos!

Para esta edição, estava com imensas dificuldades em escolher um título para o editorial, até que me lembrei daquilo que nos acontece, a todos nós que desenvolvemos e criamos tecnologia! Aquelas situações em que escrevemos algo, ou ligamos algo, e acreditamos com todas as forças, que vai funcionar, ainda que seja algo temporário! E nessa perene memória lembrei-me de um comentário que li, no recentemente tornado público, código fonte desenvolvido para o modulo lunar da missão Apollo 11, que colocou o primeiro Homem na lua! Um singelo comentário quase que humorístico, onde se pode ler “Temporary, I hope hope hope”.

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gcc ed52.c -o ed52

É com orgulho que vos trazemos mais uma edição da PROGRAMAR.

A edição 52. A primeira de 2016.

E a título de homenagem a todos vós escolhemos o dia do pai para mais um lançamento. Porquê? Porque em cada programador há um pai. (e em cada programadora uma mãe, claro!…)

Quantos de vocês, não se sentiram já um pouco “pai” do vosso programa? Creio que há sempre algum projeto que nos ficou, que nos foi mais especial. Que ainda recordamos com saudade. Ou aquele projeto que não conseguimos deixar para trás.

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Christmas_tree.cpp

#include “stdafx.h”
#include<stdio.h>
 void main()
  { int rows,starNo,spaceNo;  //Perguntar e definir metas próprias
      printf(“Enter Rows:\n”); scanf(“%d”,&rows);
               // Definir o algoritmo
      for(int i=1;i<=rows;i++) {starNo=i*2-1; spaceNo=i+rows-starNo;
       for(int j=0;j<spaceNo;j++) {printf(“%c”,’ ‘);}
       for(int k=0;k<starNo;k++)  {printf(“%c”,’*’);}
      printf(“\n”); }
    //Continuar a apostar no algoritmo
     for(int l=0;l<3;l++){ for(int m=0;m<(rows*2+1)/2;m++) {printf(“%c”,’ ‘);} 
       printf(“%c\n”,’*’); } printf(“\n “);
 /*

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Conectando os pontos

Eis que chegamos à quinquagésima edição da Revista PROGRAMAR. Cinquenta edições, de muito trabalho, muito esforço, muita dedicação e uma história que já se escreve ao longo de nove anos, mais de uma centena de autores, arrisco dizer milhares de litros de café, uma imensidão de linhas de código, de desafios, de esforços de problemas e soluções.

Até aqui, passaram cinquenta edições da revista, passaram nove anos, a tecnologia reinventou-se sucessivamente! Nestes nove anos, cinquenta edições apareceram dispositivos que revolucionaram a maneira como lemos, agora nos tão habituais tablets, que em 2009 viram a sua popularidade entrar num ritmo desenfreado e de certa forma massificaram a leitura em formato digital, num tamanho de ecrã mais “confortável”. Foram criadas novas linguagens de programação, novas ferramentas, novos IDE’s, várias versões de sistemas operativos, acompanhamos os “pequenos” tornarem-se “grandes” como o já muitas vezes falado Raspberry Pi, que tem vindo a tornar-se mais popular.

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Revolvendo

Há 63 anos atrás, um brilhante engenheiro electrotécnico inglês supervisionou a montagem do primeiro circuito integrado. Estamos a falar de G. W. A. Dummer, que propôs o conceito de circuito integrado, recorrendo à fabricação de vários componentes electrónicos de um circuito, num único bloco de material semicondutor. Passados estes anos, não “vivemos” sem a tecnologia, que assenta nesse mesmo conceito! Revolucionário na altura, facilitou uma série de inovações que agora damos por garantidas, no nosso dia a dia, desde o simples relógio digital, até ao moderno computador, sem esquecer aquele “gadget” que tanta gente tem fascinado, dado pelo nome de Raspberry Pi, que não mais é do que um computador numa só placa de circuito!

Sempre me disseram que o mundo “dá voltas e mais voltas”, numa “revolução constante” e a tecnologia, dá as voltas com ainda mais rapidez, do que aquela que seria expectada!

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“Guest@system”

Em Janeiro passado, com muita tristeza tomei conhecimento em segundos, do que acabava de acontecer em Paris. Um atentado à liberdade de expressão de todos nós e pensei: “Felizmente a internet não tem censura! Posso ler a noticia!” Com a mesma tristeza com que a li, pensei para mim: “Que sociedade é esta, onde vivemos?” e este pensamento assaltou-me nas horas seguintes, no dia de trabalho, nas linhas de código que escrevi.

Pensei nas vezes em que nós programadores criamos software, tecnologia, algo do nada e nem sequer nos apercebemos que aquilo que criamos pode ser usado para fins completamente dispares dos que nós idealizamos! É estranho! Parece que de certa forma enquanto nós “indivíduo” somos um utilizador “guest”, no sistema que é a sociedade em que vivemos!

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Lorem ipsum

Os anos passam, mais um ano termina, e esta edição é a última do ano, com toda a nostalgia que isso possa trazer. Não obstante, o passar do tempo, significa que se evoluiu, se cresceu, se acrescentou algo, se viveu, se aprendeu, se mudou, sem esquecer de onde se veio.

Nesta edição escolhi para título o Lorem ipsum, pelo contexto histórico do texto normalmente conhecido por Lorem ipsum, mais concretamente o seu contexto ligado à tecnologia. Há algumas gerações atrás, um dos mais conhecidos softwares de desktop publishing, disponível para Macintosh e Windows, chamado PageMaker, da Aldus Corporation, fazia as delícias de jornalistas, escritores, autores, entusiastas e demais público, que vivia “fascinado” com o grande salto tecnológico que se vivia na década de oitenta do século passado, apresentava como texto padrão para alinhamento e formatação: o Loren ipsum. Este texto não é mais do que um misturar de palavras em grego, de um texto do século primeiro antes de Cristo, intitulado Finibus Bonorum et Malorum (A Origem do Bem e do Mal), escrito por Cícero, adaptado por Richard McClintock, como resultado de uma pesquisa que fez, de uma das palavras mais obscuras do latim (consectetur), criando um texto que não faça sentido algum, seja ele sintáctico ou gramatical. Este texto é ainda nos dias de hoje usado como texto padrão para ajuste de dimensões durante as fazes de paginação de obras de diversos tipos.

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Tech Home Brew… Variables!

Quando escrevia este editorial, “choviam” informações via feed, sobre aquela que é de momento conhecida como CVE-2014-6271, a mais recente descoberta de uma vulnerabilidade numa das mais usadas shells, a Bourne Again Shell (Bash).

Esta stream de informação que me inundava o software cliente de RSS, fez-me pensar quanto tempo demoraria a aparecer um patch, para esta situação! Quanto tempo demoraria a resposta a uma situação classificada como de gravidade 10.

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