A interface humano-computador e a sua relação com o conceito de qualidade no desenvolvimento de software e sua percepção aos olhos do usuário (parte II)

Apesar do conceito de qualidade poder ser “mensurado” este é, em essência, abstrato. A mensuração da qualidade depende do nível de satisfação que se deseja atingir junto ao cliente. Um produto de qualidade, aos olhos do cliente é aquele que atende suas expectativas e necessidades e não necessariamente se este produto é ou não durável aos olhos de outrem.

O desenvolvimento de melhores interfaces desde o início da era da computação eletrônica com o advento do computador ENIAC de 1945/46 construído para o exército Norte-Americano com o objetivo de ser usado no seu laboratório de pesquisa balística (MORENO, 2011) tornou-se matéria de estudo, mais aprofundada, aos longos dos anos sub- sequentes na medida em que a computação passou a ser mais popular e acessível a seres humanos comuns da sociedade. Ao longo dos anos posteriores a partir de meados da década de 1940 nota-se que há uma maior preocupação com as questões de usabilidade dos computadores.

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Videochamada/videoconferência: o projecto SeeMe

A Gateway SeeMe pretende apresentar uma solução de baixo custo para a obtenção de videochamada, videoconferência de qualidade. No decorrer do artigo mostra-se que uma solução IP é independente das características de rede, tanto corre sobre uma rede de pacotes, como sobre uma rede de circuitos. Explicam-se as diferenças entre a comunicação de voz e a de videoconferência.

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Tinker Board

Tinker BoardHoje trago até vós caros leitores, um artigo sobre a Tinker Board. Os leitores mais acérrimos certamente sabem que sou uma fã incondicional da família Raspberry Pi. Ora a Tinker Board, é uma concorrente séria ao Raspberry Pi 3. Capaz de desviar o olhar dos fãs mais convictos, como é o meu caso. De uma forma rápida e sem rodeios, esta nova aposta da ASUS desvia-nos o olhar porque apesar de ser ligeiramente mais cara que o Pi 3, as vantagens são maiores do que a diferença de preço entre os dois modelos.

Lançada em Fevereiro de 2017 (de uma forma um pouco “atabalhoada” uma vez que houve distribuidores que a começaram a vender antes da data oficial de lançamento, o que obrigou a um rápido lançamento por parte do departamento de Marketing da ASUS), está disponível na Europa por valores entre os 65€ e 70€. Este micro computador tem um processador quad-core Rockchip RK3288 e gráficos ARM Mali-T764.

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Programar Saturday 2017

No passado dia 1 de Abril teve lugar o Programar Saturday 2017 na Microsoft Lisbon Experience. Foram várias as sessões técnicas assim como workshops que estiveram ao dispor de todos os participantes. Cerca de cinquenta pessoas estiveram presentes, tornando este evento um sucesso. Nesta edição não podíamos deixar de deixar um agradecimento “oficial” a todos os que contribuíram desde a organização, voluntários, oradores e participantes.

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Windows 10: As novidades do Creators Update (Build 15063 – Version 1703)

Introdução

Windows 10 Creators Update AnnouncementPouco tempo depois do lançamento do Windows 10 Anniversary Update, mais propriamente a 11 de agosto de 2016, a Microsoft lançou a Build 14901, a primeira Development Branch da “Redstone 2” e cujo nome de código que viria mais tarde a ser oficializado como Creators Update. Após 8 meses de desenvolvimento e do lançamento de 47 Builds (28 para PC e 19 para Mobile), a Microsoft deu como terminado o trabalho em torno desta atualização e anuncia o dia 11 de abril como a data da disponibilização geral para todos os utilizadores na versão PC e 25 de abril para a versão Mobile.

O Creators Update foi criado para potenciar a criatividade, transformar as ideias em realidade e permitir que qualquer utilizador possa deixar a sua marca no mundo. Também aqui foi fundamental a participação dos cerca de 10 milhões de Windows Insiders que, através do seu feedback, ajudaram a construir mais uma grande atualização.

Vejamos então de forma resumida algumas das novidades mais importantes disponíveis para o consumo e também para empresas.

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Revista PROGRAMAR nº 56 — Maio de 2017

A Revista PROGRAMAR está de volta com mais uma edição. Desta vez temos como tema de capa o artigo Os segredos do lado negro da BIOS, da autoria de António C. Santos. Adicionalmente, nesta edição poderá encontrar mais 14 artigos, que listamos de seguida:

  • Otimizando os sistemas embebidos (Nuno Cancelo)
  • Tipos em Python (Nilo Menezes)
  • Gerir a Qualidade do Código (Nuno Cancelo)
  • Cifra Feistel (Rita Peres)
  • NodeMCU e Telegram Bots (António C. Santos)
  • C# – Introdução aos testes Unitários em C# com MS Unit Test (António C. Santos)
  • Depois da casa roubada, trancas na porta! (António C. Santos)
  • Análise ao livro Android com C# – Introdução ao desenvolvimento (Nuno Cancelo)
  • Análise do livro Internet das Coisas – Introdução Prática (Sara Freixo)
  • A interface humano-computador e a sua relação com o conceito de qualidade no desenvolvimento de software e sua percepção aos olhos do usuário (parte II) (Augusto Manzano)
  • Videochamada/videoconferência: o projecto SeeMe (João Pereira Rosa)
  • Tinker Board (Rita Peres)
  • PROGRAMAR Saturday 2017 (Rita Peres)
  • Windows 10: As novidades do Creators Update (Build 15063 – Version 1703) (Nuno Silva)

Clique aqui para fazer o download desta Edição!

/* A todos os bravos que chegaram tão longe! */

Poderia começar o editorial por escrever o resto do comentário em código, mas seria quase um “abuso” ao qual não me vou dar!

Como um dia disse, um incontornável personagem da história da tecnologia, não se conectam os pontos olhando para a frente, mas sim para traz. A tecnologia é isso mesmo, um movimento “perpétuo”, em frente, sem parar, sem esperar, sem pausas, a uma velocidade cada vez mais estonteante. Cheio de surpresas e segredos, cheio de revezes e avanços, cheio de tudo um pouco! Mas acima de tudo, cheio! Cheio porque tem um pouco de todos os que nele trabalham, participam, se envolvem! Sem distinção de géneros, classes ou outras que possam existir!

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Docker: Overview

Sou muito apologista da metodologia “set it and forget it”, configurar as coisas uma vez e reutilizar vezes sem conta a mesma configuração, infraestrutura. Abstrairmos de tal forma, que o foi configurado sirva para o uso geral da nossa aplicação ou projeto. Isto é muito giro, mas pouco realista se tivermos em mente a montanha de projetos e aplicações que estão montadas por Portugal (e não só) a fora.

Tipicamente, a forma como eu fazia, seria criar uma máquina virtual (principalmente em virtualbox) montava a infraestrutura da forma que queria e depois trabalhava sobre ela e partilhava a imagem com quem quisesse. Apesar de funcionar a solução não era em nada elegante, tinha uma imagem com cerca de 20GB, com um sistema operativo (que poderia estar ou não a usar as suas potencialidades), mais o conjunto de ferramentas e ainda tinha que me preocupar com as configurações de rede (para estar exposto para fora da máquina virtual) e ter mounting points para poder partilhar ficheiros entre o host e a máquina virtual. Quem já fez isto pelo menos uma vez sabe a chatice que dá.

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API REST com Spring Boot (parte 2)

Nesta segunda parte, vamos então adicionar ao nos- so projecto um sistema que nos permita criar logs personalizados sobre o acesso à nossa API.

Sempre que desenvolvemos uma aplicação, devemos logo de inicio tratar de providenciar um bom sistema de logs já que ele é uma parte fundamental, seja durante o desenvolvimento, seja durante a operação da aplicação. É através das mensagens de log (em ficheiro ou no ecrã) que podemos determinar o que realmente está a acontecer na nossa aplicação e mais rapidamente determinar a origem de qualquer problema.

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JavaFX: Passos Seguintes

No artigo anterior dei uma breve introdução sobre como programar com JavaFX, conceitos simples que permite começar a desenvolver aplicações gráficas. Neste artigo vou explorar outros temas interessantes do ponto de vista de desenvolvimento e de manutenção de projetos de software com interfaces gráficas de desktop.

Ao longo da minha carreira já desenvolvi e participei em projetos de software de raiz, mas grande parte dela foi a manter e a melhorar aplicações legacy, e deixem-me que diga que existem programadores muito imaginativos. Um dos temas que mais urticária me causa é o facto de o software desenvolvido não poder ser mantido com facilidade, e ao ripple effects das alterações simples que são realizadas.

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